05 OBSERVAÇÕES IMPORTANTES SOBRE TOPOBATIMETRIA

A origem da palavra batimetria vem do grego onde “bathus” significa profundo, ou fundo e “metron”, medida.  Para se conhecer a ‘medida do fundo’, são aplicadas técnicas da topografia. Portanto, o mapeamento do relevo (geometria) ou o volume das massas aquáticas é realizado pela topobatimetria.

Com os dados de profundidade, é possível verificar por exemplo o assoreamento (sedimentos depositados no fundo). Qual a capacidade volumétrica, e a topografia (forma do relevo) do fundo do leito.

A medição das profundidades dos corpos hídricos é representada graficamente, ou cartograficamente através de perfis transversais do terreno ou por curvas de nível batimétricas (curvas de nível submersas semelhantes as curvas de nível convencionais).

 

 

NO QUE É APLICADO?

Essencialmente a topobatimetria é executada sempre que existe a presença de um curso ou corpo d’água em:

  • Obras e projetos de engenharia (infraestrutura) como construção de portos, pontes, hidrelétricas e canais de irrigação e drenagem;
  • Cálculo da capacidade de armazenamento de barragens e reservatórios para gestão nas áreas de agricultura, mineração, abastecimento e geração de energia elétrica;
  • Controle do aporte (assoreamento) de sedimentos em barragens, reservatórios, lagos e canais de irrigação, drenagem e navegação para o monitoramento da vida útil e manutenção do bom funcionamento da navegação;
  • Estudos de viabilidade de projeto e/ou impacto ambiental para licenciamento em órgãos reguladores;
  • Estudos de exploração de vida marinha, pesquisas arqueológicas e análises oceanográficas e hidrográficas.

 

COMO É EMPREGADO?

De acordo com as exigências do levantamento ou as características físicas do corpo hídrico (profundidade, dimensões, grau de dificuldade, etc.), através de duas formas:

  • Medições a vau ou embarcadas com técnicas de topografia convencional, na qual deverão seguir a normativa técnica nas metodologias para levantamentos planialtimétricos cadastrais;
  • Medições embarcadas com o uso de ecobatímetro hidrográficos digitais; equipamentos sonoros onde a profundidade é determinada através de sensores que se baseiam no intervalo de tempo decorrido entre a emissão e o recebimento de pulsos sonoros, após estes serem refletidos no fundo do corpo hídrico (o tempo que o som leva entre a sua emissão e o momento de sua recepção permite calcular a espessura da lamina d´água existente entre o leito do corpo que está sendo mapeado e a superfície da água). Para este método, o posicionamento de cada ponto de leitura é determinado utilizando um receptor GNSS acoplado ao ecobatímetro.

 

Após a captação dos dados por meio dos cálculos e técnicas realizados com a ajuda de softwares específicos, é possível a análise dos dados e geração dos produtos cartográficos finais.

 

Se você atua nessa área ou deseja contratar esse tipo de serviço, nós listamos 05 observações que devem ser consideradas e que influenciam diretamente na boa execução do trabalho, garantindo a qualidade e o atendimento as normativas técnicas:

 

 

CHECKLIST – 05 OBSERVAÇÕES IMPORTANTES NA TOPOBATIMETRIA

1. Ao cadastrar locais inundados através da metodologia a vau, os técnicos da equipe de topografia deverão estar com roupas impermeáveis, respaldando-se de possíveis contaminações através do contato com a água, além da proteção contra animais existentes;

2. Em locais com águas profundas, sempre deve-se utilizar algum tipo de embarcação;

 

3. Quando o levantamento for feito com uso do ecobatímetro, os levantamentos devem ser sempre realizados em boas condições climáticas e de navegabilidade, como dias sem ondulação ou vento. O equipamento é fixo no casco da embarcação, e a precisão do mapeamento é impactada pelos movimentos da embarcação; devendo, em muitos casos ser corrigidos com auxílio de sensores inerciais (acelerômetros e giroscópios que permitem conhecer os valores de inclinação da embarcação no momento da medição);

4. Aferir periodicamente o ecobatímetro no início e no fim de cada levantamento ou trecho sondado;

5. Nos produtos cartográficos finais, sempre indicar o sentido dos fluxos d’água quando necessários;

 

Escrito por:

Juliana Turmina- Geógrafa

Luan A. Ramos – Técnico em Hidrologia

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