MAPEAMENTO TOPOGRÁFICO COM DRONES

Uma topografia basicamente nos permite conhecer inteiramente uma área de interesse. Mapeando através de muitos pontos, os limites, diferenças no relevo, benfeitorias, vegetação, acessos e outras tipologias existentes.

 

Um levantamento topográfico é a base para qualquer alteração, construção, modificação, acompanhamento e ajustes em um terreno / empreendimento.

 

Por ser uma das ciências mais antigas dentro das geociências, já houveram diversos equipamentos que auxiliaram no levantamento. Desde o popular teodolito, evoluindo para a estação total e receptores GNSS (GPS). Hoje existem opções mais avançadas, como o laser scanner e estação total robótica.

 

Não importa qual o equipamento que você irá utilizar, ele precisa estar adequado a necessidade e objetivo do projeto.

 

Nos últimos 05 anos, os drones chegaram ao mercado brasileiro e mudaram muito a forma de se conhecer e mapear áreas. O uso da fotogrametria em levantamentos topográficos tornou a capacidade de se obter maiores informações com alto detalhamento, em menor tempo e menor custo.

 

A seguir mostramos um projeto onde utilizamos as duas metodologias para obter informações detalhadas, com alta precisão e em menos tempo de execução.

 

LEVANTAMENTO TOPOGRÁFICO CADASTRAL COM DRONE

 

Os desafios do trabalho eram muitos. Os objetivos da demanda de topografia eram conhecer os limites e regularizar a área junto ao Registro de Imóveis. Acima de tudo, detalhar elementos existentes na área como acessos, estradas, vegetações em manchas e isoladas, benfeitorias e as demais tipologias.

 

Portanto entendemos que uma topografia cadastral poderia ser opção para realizar o trabalho, porém ela teria um prazo de execução maior que o cliente esperava. Assim, apresentamos a possibilidade de realizar o projeto, utilizando 02 equipamentos: receptores GNSS (GPS RTK) e o mapeamento com drone.

 

O mapeamento dos limites da área foi realizado a campo e percorrendo toda sua extensão com o uso do GPS RTK. A presença de vegetação era grande e impedia de se enxergar com clareza de forma remota.

 

Figura 1. Levantamento topográfico nos limites onde se encontra vegetação alta e densa.

 

Para os elementos internos a serem detalhados, utilizamos um drone (neste projeto o Phantom 4 PRO, devido ao tamanho da área). Foi realizado o mapeamento da área utilizando a metodologia da fotogrametria. De forma remota permitiu que cada pixel gerado na imagem corresponda a um ponto com coordenada conhecida no terreno.

 

Para o mapeamento ocorrer dentro das normas técnicas e apresentar ao cliente um ‘raio x’ da área com a maior precisão possível, foram coletados a campo pontos de controle e de apoio. Dessa forma se garante a correção da posição e da altitude dos elementos existentes.

 

Foram coletados 05 pontos de controle / apoio (checagem), espalhados ao longo do terreno.

Figura 2. Coleta dos pontos de apoio com alvos que foram distribuídos na área de interesse.

 

 

Com os limites demarcados a campo, e com a captura das imagens de alta qualidade, em escritório foram processados em softwares específicos de topografia e de fotogrametria cada ponto e imagem coletada a campo.

 

A precisão obtida no ortomosaico em relação à cada um dos 05 pontos coletados foi de 8,33 mm linear (x, y) e de 0,98 mm na altitude (z), chegando a um erro total de 8,39 mm.

 

Tabela 1. Precisão dos pontos de apoio topográficos coletados a campo.

 

Foi gerado o ortomosaico e elaborados o memorial descritivo da área, além da planta topográfica, contendo em detalhes os elementos existentes.

 

Figura 4. Mapa topográfico final.

 

E junto com o mapa e memorial descritivo da área, também foram gerados os produtos secundários como o Modelo Digital de Superfície – MDS; Da mesma forma foram entregues as curvas de nível geradas a partir da junção dos dados captados pela topografia a campo e pelas imagens de alta precisão, além do relatório técnico de processamento e o fotográfico.

 

CUSTOS BENEFÍCIOS PARA O CLIENTE

 

Para resumir os benefícios de se utilizar os 02 equipamentos para mapear a área, foram diversos:

 

  • Redução do valor do investimento. Uma vez que para a empresa o custo operacional é menor, e isso reflete diretamente no valor comercial do serviço.
  • Prazo de execução menor. Se a mesma área fosse levantada apenas com o uso do receptor GPS RTK, o tempo seria o dobro do utilizado. Para este projeto o tempo em campo foi de 10 horas (aprox. 01 dia e meio).
  • O formato de entrega do resultado é mais detalhado e agradável. O cliente pode abrir o ortomosaico, se desejar, para melhor analisar o trabalho e ainda usar como apoio para estudos futuros de ampliação, reformas e etc.
  • Alcance aos lugares de difícil acesso. O uso da topografia em campo provou que mesclar as tecnologias é o melhor ganho para o projeto. As imagens captadas não permitiriam ao cliente, enxergar os limites da cerca nas confrontações leste, oeste e sul do imóvel. Devido à presença massiva de vegetação que recobria a cerca existente.

 

Por isso acreditamos que apenas uma tecnologia, assim como uma única pessoa não fazem o sucesso de um projeto.

 

Existem muitas opções de tecnologias e metodologias disponíveis. Em suma, o ideal sempre é ter a clareza do objetivo do trabalho. Então estudar e analisar quais as formas de se realizar o serviço, sempre com alta qualidade técnica e transparência na apresentação.

 

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